Quando se fala, ar é puxado dos pulmões, passa pela garganta e
pelas cordas vocais, sai pela boca e é produzida voz.
Ao falar, o tracto vocal muda de forma, produzindo diferentes sons.
Este conjunto limitado de sons é classificado em dois tipos de
sons. Os sons sonoros (ou vozeados) que representam o vibrar das cordas
e os sons surdos (ou não vozeados), para os quais as cordas vocais não
vibram, apenas permanecem abertas.
É importante referir que, a classificação nestes dois tipos é
essencial no processo de analise/síntese de um sinal de voz, se
queremos conseguir reproduzir o original, uma vez que este, é
constituído de sons vozeados e não vozeados.
Exemplos de sons vozeados são os sons produzidos na pronúnciação das
vogais ``a'', ``e'', ``i'', ``o'', ``u''. Por outro lado, a
pronúncia de letras como o ``f'' e o ``s'' no meio de palavras são
exemplos de sons não vozeados.
Quanto à vibração das cordas vocais, esta é outro dos factores chave na
produção de diferentes sons e acontece com uma certa frequência (ou
taxa) que é designada de 'pitch' e que varia com a voz e de
pessoa para pessoa. As mulheres e as crianças têm normalmente uma
frequência maior (vibração rápida) que os homens adultos (vibração
lenta).
A quantidade de ar vinda dos pulmões determina a altura (ou volume) da voz.